A Escuridão
Se está a conseguir ler esta crónica é porque, com arte e engenho, consegue ver no meio da escuridão a que nos querem submeter. Mas, mais importante que tudo é que, de uma forma simbólica, se consegue provar que, apesar da escuridão, existem meios e formas de se fazer alguma luz e de se porem às claras, as verdades da nossa terrinha.
Para isto é que a Dona Vassoura existe!!!
E para provar que as trevas estão longe de se transformarem em luz, aqui vai mais uma Vassourada.
Já toda a gente sabe que em algumas empresas municipais, os administradores têm ordenados elevados e que os mesmos não foram aprovados pela Assembleia Municipal, pois isto já foi referenciado em vários Blogues e é do conhecimento público. Também já muitos sabem que, apesar daquele chumbo, os mesmos continuam a ser pagos, com base numa teoria peregrina do Sr. Presidente de que não necessita da aprovação da Assembleia. Agora pergunto eu: se não era precisa a aprovação, porque foram esses mesmos ordenados a votação??? Dá que pensar… E já agora, sabendo-se que essa teoria peregrina é baseada em argumentos jurídicos muitos fracos e muito duvidosos, podendo a Inspecção-geral da Administração do Território não ter uma interpretação tão leviana da lei (como deverá acontecer…), o Sr. Presidente informou os mesmos administradores que, caso se prove a ilegalidade desses salários, terão que devolver os mesmos aos cofres das empresas??? Se não informou, dita o bom senso, deveria informar e eu, se fosse a eles, não o (ao pilim) dava como certo, pois em breve poderão ter surpresas….
Claro está, tais ordenados e outras despesas menos reflectidas, têm tido um impacto muito negativo nas contas das mesmas empresas que, com diminuta capacidade de gerar receitas, pouco a pouco vão entrando em situação financeira pouco sustentável. De vez em quando, a escassez (do pilim) aperta e toca a mandar vir um chequezito (com muito pilim lá escrito) da Senhora Dona Câmara Municipal, que sempre disposta está, em abonar tais buraquitos.
Acontece que, como mais tarde se virá a provar, tais transferências não estão a ser feitas segundo os preceitos legais e que tal já foi detectado por quem de direito, sendo para breve que, alguém de ainda mais direito, seja forçado (pela legislação) a referir isso nos seus pareceres. Estamos assim, perante mais uma teoria peregrina baseada em argumentos jurídicos muitos fracos e muito duvidosos, podendo a Inspecção-geral da Administração do Território não ter uma interpretação tão leviana da lei (como deverá acontecer…).
Desculpem a repetição da escrita, mas esta deve-se à repetição das circunstâncias.
E por falar em repetição, parece que ainda não pararam com o movimento repetitivo das nomeações (tachos…) para essas mesmas empresas municipais. Em breve voltarão à carga, desta vez com uma jurista, paga a preço de Advogada do Diabo.
Termino por hoje, lamentando mais uma vez esta marcha imparável rumo à escuridão, sentindo no entanto um laivo de esperança, provada com o facto de haver pessoas que, não perdendo a clarividência, conseguem ver e ler perante essa mesma escuridão.
Branco no Preto ou Preto no Preto,
Sempre ao vosso dispor,
Dona Vassoura