31 de dezembro de 2008

Más Saídas e Piores Entradas

No fecho do ano político de 2008, ficámos a saber que o Sr. Presidente disse que não sabe e nem quer saber do traçado do IP2 que vai ser construído.


No fecho do ano político de 2008 descobrimos que o Sr. Presidente não sabe nada do IP2 e de todos os outros assuntos do governo do município, pois não tinha na Assembleia Municipal o ponto que constantemente lhe dá as dicas, disfarçando assim a ignorância presidencial.


Para cúmulo dos cúmulos, no fecho do ano político de 2008, ficámos a saber que falta pelo menos um parafuso ao Sr. Presidente, pois isto foi assumido na última Assembleia. Parece que a Polícia Judiciária já anda à procura do parafuso presidencial mas como pode a PJ encontrar uma coisa que nunca existiu?


Se o fecho do ano político de 2008 foi o que foi, saibam Vexas que a abertura do ano político de 2009, nada de bom augura para a nossa terra.


Em 2009 os investimentos vão diminuir 9 %.


Em 2009 o orçamento para as festas da Fozcôactiva vai aumentar em 510 mil euros.


Em 2009 vão-se gastar um milhão de euros com salários de não-docentes das escolas, sem estar assegurado que o Governo Central vai custear essa verba.


E será finalmente em 2009 que a Câmara desbloqueará toda a burocracia que tem impedido que se iniciem as obras para uma unidade hoteleira na avenida? Que se passa com esse licenciamento? Mais uma vez quezílias pessoais estão a castrar o futuro da nossa terra e a desincentivar os investidores?


Com estas Más Saídas e com estas ainda Piores Entradas, resta-nos a consolação que 2009 poderá e deverá ser o ano da mudança!


Festas Felizes


Dona Vassoura

19 de dezembro de 2008

O Penumbra

A Penumbra é o ponto de transição entre a luz e a sombra, uma sombra incompleta. É uma gradação entre a sombra ou escuridão total e a luz.

Simbolicamente, a penumbra pode ter um significado ruim pois está relacionada a monstros, medo, etc.

E se A Penumbra é aquilo que acima está escrito, o que será UM Penumbra?

Na minha modesta opinião um Penumbra é, por exemplo, aquele que não tendo conseguido aceder ao poder via luz, isto é, via eleições, e não querendo ficar fora do poder, optando pela escuridão, consegue ficar na penumbra do poder, exercendo-o de facto mas não tendo sido eleito para tal.

É um Penumbra aquele que, aquém e além fronteiras, parecendo que esteve e está na luz, estando de facto na escuridão no que toca à opinião de quem conhece o seu desempenho, consegue ficar na penumbra desse comportamento e parecer que a sua actuação foi incólume, agindo como se nada fosse…

É um Penumbra aquele que não tendo coragem de exercer actos à luz do dia, nem se abstendo de os fazer, nesse caso optando pela escuridão, os vai exercendo ou manipulando outros a exercê-los, sem dar a cara, sem dar o corpo ao manifesto.

De uma forma mais prática, um Penumbra é aquele que vai, por exemplo, a um espectáculo, não para usufruir do mesmo, até porque nem gosta do cartaz do espectáculo, ficando por lá apenas a ver quem vai, quem não vai e até quem vai com quem. Ficando na penumbra da porta, não será ele um Penumbra?

É um Penumbra aquele de quem se desconfia que fez, até se tem a certeza que o fez e consegue-se safar dessas feituras, nunca dando a cara por elas, sejam elas de que foros sejam.

É um Penumbra, todo aquele que tenta dominar sem assumir que quer dominar, que tenta actuar sem assumir que quer actuar, que tentar ouvir sem assumir que quer escutar e que tenta ver sem assumir que está de olho aberto.

Todo aquele que quer mas não assume que quer, até porque já lhe foi dito que não devia querer e por várias vezes, é para mim um Penumbra.

Se já expliquei, na minha opinião, o que É A PENUNMBRA, e também o que é UM PENUMBRA, pergunto agora aos leitores: quem será O PENUMBRA???

À média luz

Dona Vassoura



P.S. – Aproveito este texto para desejar a todos os meus conterrâneos um Santo e um Feliz Natal. Quanto a 2009, desejando saúde a todos sem excepção, digo-vos que se pretendem prosperidade, pese embora a crise que já existe, cabe a todos, nas eleições do ano vindouro, cumprir o dever cívico com consciência e inteligência, por forma a se fazerem as melhores escolhas para essa prosperidade. Com três actos eleitorais de maior importância, e sendo de suma relevância o das autárquicas, 2009 será para os Fozcoenses aquilo que eles escolherem, pois não há vencedores à partida e o voto é livre. Em 2009, será portanto o ano de escolher entre a luz e a escuridão, embora muitos vão desejar que, no meio da confusão de listas, campanhas e eleições, a penumbra persista. A escolha é vossa!!!