25 de abril de 2007

A Burra e a Tia Catrina

De boa memória são, pese embora as dificuldades de então, aqueles tempos, em que a rapaziada e a raparigada se entretinha a pregar das boas à famosa Tia Catrina. A nossa Tia Catrina, fazia parte daqueles grandes Muxagateiros, que após árduo trabalho, forneciam a Vila com hortaliças de primeiríssima qualidade. Mas, também se sabe, que antes de fornecer a Vila, fornecia-se a Tia Catrina a ela própria com uma dose considerável de vinhaça, prazer este que partilhava com a sua estimada burra. Se por acaso se excedia na dose e a rapaziada e a raparigada se lembravam de lhe trocar as voltas, a burra e a dona desorientavam-se de tal maneira que, das duas uma, ou a hortaliça não chegava à Vila, ou as duas demoravam-se a chegar a Muxagata. Às vezes aconteciam as duas coisas!!!
Não era preciso muito para baralhar a rotina que ela e a sua burra tinham…

E por que carga de água fui ressuscitar a burra e a Tia Catrina??? Eu explico…
Nestas últimas férias da Páscoa, nas famosas férias desportivas, que foram entregues à trouxa-mouxa ao professor-filho, a carrinha da Fozcoainvest, ficou de transportar, diariamente, 6 crianças de Muxagata para virem participarem nas ditas. Mal as férias começaram, o Sr. Vereador, que precisou da carrinha para ir com mais gente a Lisboa durante uns dias, pegou na mesma e largou, tendo alguém ficado de arranjar solução para o transporte das crianças. Mas, ninguém mais se lembrou de tratar disso e as crianças ficaram abandonadas durante dias em Muxagata e não houve desporto para aquelas crianças durante as férias, apesar de os pais terem pago o que lhes foi pedido.
A carrinha desandou como em tempos a burra da Tia Catrina fez muitas vezes. Quem ficou de tomar conta do transporte das crianças, esqueceu-se delas, como muitas vezes a Tia Catrina fazia com as suas responsabilidades. Nem Burra nem Tia Catrina, desta vez falharam as duas coisas, apesar de termos estes senhores em grande conta e apesar de ganharem o suficiente para se lhes exigir que cumpram com as suas responsabilidades.
Pobres das crianças, que viram as suas expectativas goradas e se sentiram esquecidas.
E NA REALIDADE FORAM MESMO!!!

Mal por mal, acho que a Burra e a Tia Catrina, se bem me lembro, falhavam menos vezes!!!

DIZEM QUE FOI UMA ESPÉCIE DE 25 DE ABRIL

Faz neste dia feriado de 25 de Abril, um ano que a Dona Vassoura começou a escrever o seu blogue. Dizem que foi uma espécie de 25 de Abril mas não me arrogo a tanto. É certo que o despotismo estava a instalar-se, o despesismo começava a ser regra, as perseguições já tinham começado, os tachos também e o desrespeito pelos procedimentos administrativos e pelas leis já era o pão-nosso de cada dia. Mas não foi um 25 de Abril pois não houve nenhum golpe, nenhuma revolução, nenhum assalto ao poder e muito menos nenhuma alteração ao exercício do poder por parte do Executivo. Mas uma coisa é certa: ALGO MUDOU, desde há um ano atrás, e isso é inegável. Este humilde blogue e outros que aqui homenageio ( Côa-Breca e Mosquiteiro, entre tantos ), tiveram o condão de despertar consciências, como era ambição da Dona Vassoura, e esse despertar, implicou um maior esclarecimento das realidades, e, diga-se de passagem, isso não tem preço. Vive-se agora, por causa dos blogues, num ambiente de menor impunidade e de maior receio, por parte dos senhores do poder, pelas consequências nefastas dos seus actos . Mas a maior vitória deste fenómeno iniciado há um ano, é, agora sim, tal como no 25 de Abril, a massiva participação do povo e a adesão popular a este tipo de manifestação cívica. Até houve que aprendesse a navegar na Internet, só para ler os blogues. Os mails recebidos, os comentários inseridos, as fotocópias distribuídas, os comentários de cafés, o bate-boca, enfim, a maior disponibilidade para discussão da política local, não é devido à Dona Vassoura, ao Côa-Breca ou ao Mosquiteiro. Isso é devido ao Povo e porque o Povo assim quer…Esta é sem dúvida, uma vitória do Povo!!! Respeite-se pois então a vontade do Povo e cumpra-se Abril, ao poder-se escrever estes textos sem medos e sem receios, e que no mesmo espírito de liberdade possam também estes ser lidos e comentados.

Para comemorar esta data e a liberdade dos blogues, a Dona Vassoura convida todos os Fozcoenses, para um Porco no Espeto a ser servido na Praça do Município, no dia 25 de Abril, pelas 17 horas. Conto com a vossa presença!!!

Aqui como em Grândola, o povo é quem mais ordena, e não quem se julga acima do povo.
A vossa amiga,

Dona Vassoura

5 de abril de 2007

Ou entra Mosca ou sai Asneira!!!

O nosso executivo continua com actos de bradar aos céus. O título deste Blogue, está relacionado com o facto de, cada vez que se abrem as portas do edifício da Câmara, ou entra “mosca” ou sai “asneira”…

Comecemos pela “mosca”. Moscas, mosquitos e outros insectos, começam, lentamente, a tornarem-se uma praga omnipresente nos Paços do Concelho. Tal como a Dona Vassoura tinha adiantado no seu Blogue de 25 de Janeiro, intitulado “A Escuridão” (para aqueles que o conseguiram ler), preparava-se a contratação de mais uma militante socialista como jurista, e assim, mais uma vez, pagarem-se com o dinheiro do povo, mais uns favores que estavam em falta. E como fazer isso sem se cair outra vez nas ilegalidades correntemente praticadas??? Nada como atirar areia para os olhos do povo, e abrir um concurso público limitado e por convite, para a contratação dos tais serviços jurídicos prementes. E quem convidaram??? Três advogados da nossa praça??? Não!!! Juristas Fozcoenses a trabalharem noutras terras e com vontade de regressarem??? Não!!! Juristas especializados nos assuntos em causa??? Não!!! Pura e simplesmente convidaram a tal militante socialista e mais duas para disfarçarem como legal, o referido concurso. Surpresa das surpresas… Uma das convidadas é vereadora na Câmara da Figueira, que obviamente recusou o convite. Com tanto Licenciado em Direito na nossa terra, é preciso ir buscar a Figueira??? A outra convidada, é uma ilustre desconhecida, que reside e trabalha em Guimarães!!! Esta também recusou, obviamente, e tal como fora previamente combinado… Até me admira como não convidaram os saudosos Pote e o Terrível, mas reconheço que era um risco, pois estes poderiam aceitar… Esperavam assim, que tudo passasse impune e, passavam desta forma, um atestado de cegueira, aos juristas Fozcoenses e ao povo em geral. Mais um estratagema para entrar “mosca”…

E desta vez, por onde saiu a asneira??? Pela porta principal, é claro, e, pelos vistos, com direito a publicação no próximo Boletim Municipal. Refiro-me à renúncia ao mandato da Vereadora Médica. Há já algum tempo que era público e notório, o descontentamento da dita senhora em relação ao executivo. Compreende-se bem porquê e de certeza que, a maioria dos Fozcoenses, partilham da mesma opinião. E, perante tal descontentamento, o que deveria a Sra. Vereadora fazer??? Das duas uma, ou ficava e como vereadora utilizava o seu voto para alterar as coisas, ou demitia-se e fazia uma declaração pública acerca das razões da sua demissão. Parece que a Doutora, optou pela segunda hipótese, e isto, na minha modesta opinião é uma GRANDE ASNEIRA!!! Já que foi eleita, deveria assumir as suas responsabilidades e lutar com todas as suas forças naquilo que acredita e acha melhor para a sua terra e para os seus conterrâneos. Além disso, ao sair, entrega totalmente o “ouro ao bandido”, beneficiando quem a traiu, especialmente o Sr. Presidente e o elemento da lista que vai entrar como substituto. Eles venceram e a Senhora, o Povo e a Democracia, saíram, claramente, derrotados!!! Repito: uma GRANDE ASNEIRA!!! Mas, efectivamente, a demissão como segunda hipótese, é também uma opção válida, embora seja a menos inteligente. Por isso, em nome do seu bom-nome e da verdade democrática, não se contente somente com a publicação das suas razões no Boletim Municipal. Para repor a justiça e a honestidade, faça uma carta aos seus eleitores, como fez na campanha, e explique muito bem as suas razões. Errar é humano, mas reconhecê-lo é divino!!! Como tal, reconheça o seu erro e faça-o pelos mesmos meios que utilizou para conseguir os votos para a sua eleição. Escreva a carta, envie para as mesmas pessoas e assim, reponha a sua dignidade perante o povo, que o povo saberá perdoa-la. E, digo-lhe sinceramente, também a Dona Vassoura a perdoará porque a Senhora é merecedora desse acto e porque efectivamente foi enganada por indivíduos da pior espécie que, agora, alegremente festejam a sua saída. É que eles, verdadeiramente, não queriam a Senhora, mas apenas queriam os votos que a Senhora valia…

Provado está assim, que da porta que o Porteiro tanto vigia, ou entra mosca ou sai asneira. Neste caso, foram as duas coisas ao mesmo tempo!!!

Feliz Páscoa,

Dona Vassoura